Pesquisar, estudar, viver…

Pois é, são tantas descobertas que estou fazendo que tenho a impressão que o tempo não vai dar e eu, que quero ser uma esponja de conhecimento na área de design, estou deixando passar ótimas oportunidades.

Porém…

Pra mim, ser um bom profissional exige que eu saiba pesquisar, estudar e viver, pois assim me torno uma pessoa completa. Não é uma questão de ter o emprego que paga mais, de ter alguém ao meu lado, de achar que a proteção de mesa do computador da empresa ao lado é mais verde que a minha.

Tenho uma personalidade um tanto megalomaníaca e isso me atrapalhou bastante na vida. A tempo, percebi que estava mais do que na hora de mudar e o caminho que estou seguindo é esse: pesquisar, estudar e viver.

E essa é uma grande, se não for a tendência: o retorno a simplicidade.

O ser humano sofre: problemas emocionais começam na mais tenra idade. Fazer algum tipo de terapia é quase questão de vida ou morte hoje em dia – mesmo! Cuidar da cabeçaa é primordial.

Há algum tempo ouço falar do design sustentável, quando se refere a produção de objetos. E como o design gráfico e web entram nessa? Como é possí­vel fazer um design gráfico e/ou web sustentável?

Há algum tempo atrás descobri Melinda Davis, co-fundadora do The Next Group, uma empresa de pesquisa de mercados e tendéncias. Ela esteve em Belo Horizonte para uma palestra no BH Fashion Music, parte do Oi Fashion Tour, que também rolou em Salvador e Recife há cerca de dois anos.

A Srta. Davis apresentou os resultados das pesquisas de seu “Projeto do Desejo Humano” (The Human Desire Project), cujo objetivo é descobrir os maiores motivadores do século XXI, deduzir o que as pessoas querem e por que elas querem e trazer insights que permitirão às companhias se comunicarem com seus consumidores de formas mais íntimas e significativas.

O resultado está em seu livro “A Nova Cultura do Desejo”, que detalha o comportamento dos consumidores nos próximos anos. Bem, ainda não tive a oportunidade de comprar esse livro, mas o pouco que consegui pescar na internet já ME pescou!

Em um artigo da FastCompany.com, Bill Breen diz: “Ao contrário da maioria dos visionários espalhados por aí, Melinda não acredita que seja sua função predizer o que vai acontecer. Para entender o futuro, ela trabalha com as pessoas que o estão criando: acadêmicos, artistas, engenheiros de pesquisa, fashionistas, gurus de marketing, roteiristas premiados, educadores pioneiros, CEOs, coreógrafos, ilusionistas high-tech — dúzias de “visionários periféricos” que são especialistas de alto nível em suas áreas.(…)

Cada vez mais achamos a vida mais complicada, arriscada, difícil pra se seguir sozinho. Desejamos então um tipo de supermarca – Yoda – para nos mostrar o caminho, nos dizer o que fazer e por conseguinte o que queremos. Marcas comuns estão prestes a desaparecer: a quantidade de marcas contribuem para o caos em nossos cérebros. Enquanto a vida vai ficando cada vez mais complicada, o consumidor escolherá um “escolhedor” que tomará as decisões por ele. Ao escolher um ajudante superior, você escolhe sua própria realidade: notícias, informações, meios de comunicação, compras.

Oprah Winfrey é um exemplo perfeito deste novo tipo de metamarca. Ela nos diz quais assuntos nós devemos prestar atenção. Ela nos diz o que ler. Richard Branson está se arriscando ao ser um tipo de Yoda do comércio moderninho. Você viaja de Virgin Atlantic Airways para Londres. Você compra DVDs na Virgin Megastore. Se você vai casar e é realmente moderninha, você compra seu vestido na Loja de Noivas Alternativas da Virgin. Ao abrir o mercado para praticamente qualquer consumidor individual, Amazon.com claramente está de olho em criar a experiência Yoda definitiva de compras online. (…) Onde está o limite para esta esfera de influência Yoda?

Uma grande parte desta evolução para um novo tipo de super-marca é, na verdade, se submeter a uma autoridade maior. (…) Muitos podem não gostar disso. Mas esta tendência é impulsionada por nossa maior paixão: tranquilidade total, uma verdadeira paz interior. No modelo de mercado dominado por metamarcas, consumidores desejam por menos e não mais escolhas e eles vão procurar um defensor que tornará mais claro o caminho através do caos para eles. Talvez isso seja inimaginável. Também é inevitável.”

Curioso? Quer saber mais? Então vai lá: pesquisa Google!

3 comentários em “Pesquisar, estudar, viver…

  • 11/07/2007 em 00:04
    Permalink

    Parabéns pelo Blog Elvis!
    Não se esqueça de falar da Carolina, a artista de Santa a quem eu te apresentei.
    Beijos!

    Resposta
  • 10/07/2007 em 03:22
    Permalink

    Isso me lembra as corporações japonesas. Dá pra se ter de uma caneta a um jatinho (passando por carro e outras coisas) tudo da Mitsubishi, por exemplo.

    Resposta
  • 23/06/2007 em 13:24
    Permalink

    Olá Helvécio!
    Adorei ver seu Bog VIVO. Muito legal esse artigo sobre meta-marca, que em nome da individualidade de estilo acabar generalizando as escolhas em todos setores da vida do indidvíduo. Legal vc tocar nisso pois sua percepção é de vanguarda. Com a falta de tempo, a competitividade por um lugar ao sol, os “gaps” emocionais em nossas vidas, o ser humano contemporâneo é mesmo seduzido por objetos/serviços (ie. marcas) que satisfazem ou complementam de alguma forma seus desejos. Quando digo desejos, leia-se todos os tipos de carência emocional (desigualdade social, auto-gratificação, rapidez, beleza física, solidão, “you name it”…)que abate o ser moderno.
    Trabalho e sou um pesquisador/observador na área do consumo. E não (pre)vejo nada de errado com essa tendência. Se a metamarca estiver seriamente envolvida em oferecer o melhor SERVIÇO, com verdade e ética a seu cliente emocional, porque não?? Aliás repare que a tendência do SHOPPING EXPERIENCE (tendência em transformar ambientes/momentos de compra,em experiência sensoriais inesquecíveis para o consumidor através do design do produto, design de interior da loja, fragâncias, música ambiente, iluminação, uniforme/atendimento dos vendedores…)veio para definir as marcas que importam e reforçar o conceito que você aborda – FICA aquela metamarca que conseguir atender o desejo do consumo. Sejamos francos: Internet, globalização, viagens mais baratas, nos apresenta um consumidor menos manipulável, mais informado, exigente, com poder de decisão mais elaborado quando decidem assistir ou comprar um produto OPRAH…se até mesmo a OPRAH não atender sua específica necessidade, ele joga no lixo, não assiste, não consome, buscam uma nova sacerdotisa do consumo que consiga fazer melhor – o poder da competitividade!…Então que venham metamarcas, inteligentes que saibam atrair seus consumidores pela qualidade de serviço/produto, mas sensíveis ao ponto de, emocionalmente, completar buracos afetivos do ser humano contemporâneo e nos fazer SENTIR que a vida vale a pena. Na antiguidade tínhamos “Penso, logo existo”, na modernidade “Eu tenho, logo existo”, hoje na era contemporânea “Eu SINTO, logo existo!”

    Parabéns por sua matéria que me inspirou para escrever esse comentário que por pouco não vira um BLOG!!!
    BOA SORTE e MUITO FOCO, sempre! rs
    Seu amigo, Marcelo

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *