Joomla: uma morte que teimam em anunciar

Death

Acabei de ler [mais] um artigo anunciando o declínio do Joomla e o apogeu do WordPress. Conhecendo o o autor como palestrante na comunidade Joomla brasileira e admirador de suas idéias e discuros, pensei que esse seria algum tipo de brincadeira. Para minha surpresa, vi um artigo sério. O texto junta Joomla, WordPress, Wix, Orkut, Facebook, Jornalistas, Agências Digitais… Uma salada que no final me deixou em dúvida sobre qual era o propósito do texto.

O Joomla vai morrer um dia? É uma possibilidade. Ele é um fork do Mambo CMS, que está mortinho e enterrado. Conheci e trabalhei com Mambo por dois anos e, quando o Joomla surgiu, resolvi seguir a mudança, por conta das informações sobre o por que desse racha. O Mambo se foi, não sinto saudades, mas minha vida mudou com o que aprendi com ele. Reconheço isso.

Voltando a morte do Joomla, um dos exemplos utilizados para ilustrar essa hipótese foi a clássica comparação entre os termos Joomla e WordPress no Google Trends.

01-joomla-wordpress

Como podemos ver acima o Google apresenta um gráfico onde [aparentemente] a busca pelo termo WordPress está em franca ascensão, enquanto a por Joomla vem caindo nos últimos 5 anos.

Parei para refletir e imaginei termos que tivessem uma presença significativa nas duas plataformas: extensions [extensões] e plugins. Essa seria uma pesquisa bem mais ampla, pois esses termos se aplicam a muito mais do que os dois CMS. Imaginei que veria algo parecido ao gráfico anterior, porém, para minha surpresa, esse foi o resultado:

02-extensions-plugins

As duas linhas apontam pra baixo nos últimos dois anos. O mercado de desenvolvimento de extensões e plugins não me parece muito promissor, segundo o Google. Para dar um sabor a mais, acrescentei a palavra free [grátis] a busca.

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Hm…O povo está com dinheiro. Pelo que vejo, o mercado de extensões e plugins grátis estão em franca decadência! Todos estão pagando por eles.

Falando sério, com essas pesquisas, percebi claramente que o Google Trends apresenta resultados baseados em uma série de elementos que vão muito além da quantidade de vezes que um termos é buscado. Em suma, não dá pra levar ao pé da letra o resultado dessa busca.

Joomla está vivo agora. Se os clientes parecem escassos, talvez seja por que o mercado não conhece a plataforma e é necessário divulga-la mais. E esse é um dos propósitos da existência das JUGs.

Infelizmente, em São Paulo, a maior cidade do país, não há nenhuma em funcionamento – pelo que eu saiba. Aqui no Rio já temos duas.

Como dizem em congressos, talvez o autor quisesse fazer uma “provocação”. Não acho que ele esteja totalmente errado, mas acho que o Joomla morre SIM, se estagnar. Como qualquer outro projeto.

E isso, acredito, ainda não está acontecendo.

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