Pra quem me conhece bem - ou até mal - sabe que tenho uma paixão louca pela cidade de Nova York. Semana passada, após fechar alguns projetos, decidi dar um pulo na cidade da maça, pra matar saudades do local e dos amigos que moram lá.

Meu objetivo era ir a museus, centro culturais e andar MUITO pela cidade e foi isso que eu fiz. A última vez que estive lá foi em 1998 e por força das circunstâncias só pude voltar agora.

A cidade ainda se recupera. A lembrança do 11/9 ainda está no ar. Sim, a ferida foi muito grande. Pra minha surpresa, ouvi de locais que o governo deles sabia que algo grande estava pra acontecer na cidade e não fez nada pra impedir. Há desconfiança no ar. O norte-americano médio confia completamente em seu governo e foi interessante ouvir isso da boca de cidadãos comuns. Pela cidade pode-se ver cartazes incentivando todos a denunciarem qualquer atividade suspeita. Mas não há um ar de caça às bruxas.

A razão de estar comentando isso é que vi refletida nos lugares comuns do dia-a-dia da cidade, como restaurantes e bares, alegria, cores, vibração, por fora. Por dentro, os ambientes eram soturnos, escuros.

Na minha programação de museus, visitei o Cooper-Hewitt National Design Museum, uma mansão reformada para abrigar um museu dedicado ao design contemporâneo e histórico. O local não é muito grande. Em duas horas dá pra ver tudo com calma. Visitei as seguintes exposições:

No mesmo dia segui para o Metropolitan Museum of Art onde só tive tempo para visitar uma exposição: Super-heróis, Moda e Fantasia. O local é lindo, espaçoso e com várias exposições ocorrendo ao mesmo tempo. Programa pra um dia inteiro! Lá aceitam-se “doações”, ou seja, se você não estiver a fim ou não puder pagar o ingresso (US$ 20.00) pode dar um valor menor, a partir de US$ 1.00.

Descendo a Quinta Avenida, cheguei a Apple Store, o grande show-room da empresa da maçã. Todos os produtos estão lá, mais alguns relacionados. Os atendentes são atenciosos e muito bem informados. Há uma grande mesa com iMacs para crianças e um atendente para ajudá-las a mexer nas máquinas. Cultivando o consumidor do amanhã.

Essa é uma área fervida da cidade. No dia que estava lá a cantora Rihanna fazia um pocket-show para os passantes, patrocinado por um canal de televisão.

Depois segui para o que pra mim seria a cereja do sundae da minha viagem: o Museum of Arts & Design (MAD). Para minha total frustração, o museu estava fechado por estar de mudança!! Fiquei tão puto que desisti de ir ao MoMa que ficava do outro lado da rua.

No dia seguinte, porém, voltei. Ainda bem! O museu é bem grande, por isso tive que selecionar o que ver. Claro que fui direto para o andar dedicado ao design. Uma das instalações que mais me chamou a atenção foi a de Olafur Eliasson, que fazia parte da exposição Take Your Time, onde ao se passar por um salão banhado por luzes amarelas, as cores das pessoas e suas roupas eram suprimidas, passando tudo a ser visto com tons de cinza. Além disso vi:

A tarde fui passear com minha amiga em Chinatown e andamos até Battery Park City, na ponta sul da Manhattan. Pelo meio do caminho fui vendo o sábado da cidade, com performances de bandas no meio da rua, lojas interessantes e outras coisas mais.

Dei uma paradinha pra ver o Ground Zero, o local onde ficavam as torres do World Trade Center. O local hoje em dia é um grande canteiro de obras. Segundo me informaram, ali serão construidas duas novas torres com 140 andares cada uma. Aguardar pra ver.

Além disso, andei muito, fui observando o que via a minha volta com o intuito de me inspirar para os projetos com os quais estou envolvido atualmente.

Nova York é inesgotável!

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