Com o tema “A arte do grafite e dos quadrinhos na moda” aconteceu ontem o último evento Fresh de 2008 e pretendeu mostrar como as intervenções urbanas e suas apropriações pela moda estão começando a acontecer aqui Brasil.
Esse que achei que seria um dos mais interessantes eventos do Fresh. Mas, talvez por que a galera da Fleshbeck Crew (FBC) não estivesse tão a vontade assim, acabou sendo rápido e meio paradão. A platéia parecia um pouco apática. Ao contrário do que esperava, vi poucas pessoas que realmente pareciam curtir grafite e a “cultura” que se desenvolveu por trás desta expressão urbana surgida nas ruas de Nova York.
Segundo estes, seu processo foi de tentativa, erro e acerto. Sempre testando onde o grafite poderia estar presente como forma de agregar valor. Começaram aos 21 anos (já “velhos”, disseram eles) e hoje tem entre sua carteira de clientes Coca-Cola, TIM, Brasas, entre outros. E cada vez são mais procurados.
O que um dia foi transgressor, hoje em dia foi apropriado pela mídia de massa para vender para jovens. Bad boys com latas de tinta se transformaram em designers. O que começou como expressão pessoal tornou-se sustento. Interessante analisar essa trajetória. Como os próprios TOZ e BR falaram, eles jamais pensaram que algum dia estariam desfilando suas criações em uma passarela.
Longe de ser um bando de adolescentes com um espírito transgressor e às vezes criminoso, o grafite já se incorporou ao nosso dia-a-dia trazendo cor e alegria para as cores cinzentas do dos centros urbanos.


Legal esse evento, hein? Adoro grafite, acho uma arte super interessante e uma das poucas que pode ter uma vertente política e social expressiva.